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Contos, crônicas e outros devaneios.

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15.06.07

O SEM NOÇÃO II

categorias: Contos

Dia seguinte, sentadas num quiosque do parque da cidade

- Ué, Regina, por que você tá chorando? O que aconteceu? – Perguntou Marise.
- É, o que foi, Rê? – Disse Letícia.

Regina enxugou o choro, fungou e assoou o nariz com um lenço de papel.

- Descobri que não era uma cachaça de chocolate, e sim uma garrafa de chocolate com um monte de chocolates dentro! – E tornou a abrir o berreiro.
- Mas isso é bom! – Disse Letícia.
- Não é não! E eu acabei o namoro com ele! – Agora Regina soluçava de chorar.
- Ué, mas, mas, o que aconteceu? Ficou doida? Não é bom serem chocolates? – Indagou Lúcia.
- Não, Lúcia! Não é bom! E você tinha razão! Tinha algo de subliminar naquilo!
- Eu falei, não falei meninas! Eu falei!
- Ele quer me trair! Cachorro, safado! – Acusou Regina enfurecida.
- Ãnh? Como assim? – Marise, curiosíssima perguntou. – Você tirou esta conclusão de uma garrafa de chocolate?
- Exatamente! Sabe, garotas, parei pra pensar e percebi que, se ele me dá tanto chocolate, é porque quer que eu fique gorda! Eu ficando gorda, ele vai olhar para outras mulheres e, olhando pra outras mulheres, o ordinário vai me chifrar!

Elas olharam emudecidas para Regina.

- Acabei mesmo! Aquele canalha não vai me trair! Além do mais, a cachaça de chocolate não seria tão ruim assim.

- E os charutos? – Perguntaram Letícia, Marise e Lúcia desordenadamente.

- Mandei ele fumar com a ex-futura amante dele!

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