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	<title>COLUNA FANTASMA</title>
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	<description>Contos, cr&#244;nicas e outros devaneios.</description>
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		<title>EDITORIAL</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/editorial_1</link>
		<dc:date>26.12.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>
&#160;
Meus queridos sete leitores:
&#160;
A Coluna Fantasma mudou de endere&#231;o. Isto mesmo,&#160;troquei este provedor, que &#233; um Rayban do Paraguai, pelo Prada dos blogs.
&#160;
Portanto, pra ler todos os textos antigos e as novas postagens voc&#234;s podem passar a acessar o seguinte link:

http://colunafantasma.blogspot.com/
&#160;
E, aproveitando que tem conto novo no blog, deixo aqui um trecho dele:


&#34;...se escondia em um canto da pr&#243;pria varanda e se deleitava com os cerca de trinta a quarenta e cinco minutos do despudor e prazer alheio.&#34;.
&#160;
Varanda Indiscreta. O novo conto da Coluna Fantasma. Acesse e comente.</description>
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	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/um_dia_da_caca">
		<title>UM DIA DA CA&#199;A...</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/um_dia_da_caca</link>
		<dc:date>10.12.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>&#193;tila, definitivamente, &#233; um maldoso. O sacana, inclusive, j&#225; perdeu todos os amigos por conta das suas brincadeiras de mau gosto. O mala leva bem a s&#233;rio aquele ditado de que perde um amigo, mas a piada, nem pensar. Se derem uma brechinha, ele sacaneia sem pensar duas vezes. E quando cometem uma gafe ent&#227;o? Ele ama. Abaixo seguem algumas das diversas sacanagens que &#193;tila, o tosco e cara-de-pau j&#225; aprontou.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;***- Pois &#233; &#193;tila, da&#237; foi assim que aconteceu e... - Pera&#237; s&#243; um pouco. L&#233;o, L&#233;o, chega a&#237;, cara! &#8211; Gritou para um amigo que passava de longe. - Fala, &#193;tila! Beleza? - Beleza! Chamei voc&#234; aqui porque eu tava conversando com este meu amigo o quanto alguns nomes s&#227;o escrotos. Por exemplo, o que voc&#234; acha de um cara que se chama Gabifran? - Puta que pariu! Que nome escroto da porra! Caralho, se eu tivesse um nome desses, me matava! Fala s&#233;rio! Que pais mais filhos da puta, botar um nome desses em algu&#233;m! - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Do que voc&#234; t&#225; rindo? - Hahahahahahaha, espera, deixa eu pegar ar... &#8211; Enquanto isto, o outro amigo esperava com a maior cara de paisagem. - D&#225; pra falar agora o que &#233;, &#193;tila? &#8211; Indagou L&#233;o. - Deixa eu te apresentar este meu amigo aqui. Le&#243;, Gabifran. Gabifran, L&#233;o.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;***
Em casa, &#193;tila estava no sof&#225; com a namorada e o irm&#227;o mais velho fez um coment&#225;rio. - Putz, &#193;tila, pra qu&#234; compra uma carteira t&#227;o tosca? A corzinha at&#233; que vai, mas ela &#233; grande demais! Pelo amor de Deus, hein? - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - O que foi? Pra qu&#234; a risada? - E &#193;tila olhou pra namorada e disse: - Amor, por favor, fala pra ele que foi voc&#234; quem me deu a carteira.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;*** - &#193;tila, o que tu t&#225; fazendo no computador da Let&#237;cia? - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Por que t&#225; gargalhando? - Ela foi tomar banho e deixou o emeesseene conectado! - E com quem tu t&#225; falando? - Com o Armando! - O que t&#225; falando com ele? - Olha o di&#225;logo, porra! &#8211; Disse, exclamando com um largo sorriso. - &#202;ita, p&#244;! Voc&#234; t&#225; se passando pela Let&#237;cia! Caraca, deixa eu ler direito! Puta que pariu! A Let&#237;cia j&#225; deu pro Armando?! Que cabuloso! Como voc&#234; descobriu? - Joguei um verde no trouxa, falando que tava com tes&#227;o e perguntei a cor da cueca dele! - Kakakakakaka! &#193;tila, tu &#233; um filho da puta de um sacana mesmo, hein! O que tu vai fazer agora? &#193;tila com um largo sorriso se calou e digitou em letras rosas garrafais cheias de estrelinhas: &#8220;Vem pra c&#225;, Armando, t&#244; sozinha!&#8221;. E voltou para atender a porta, esperando na sala juntamente com os outros vinte e tr&#234;s convidados da reuni&#227;o que Let&#237;cia organizou.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;*** &#193;tila, muito escroto e cara-de-pau, n&#227;o perdoava nem mesmo a m&#227;e com suas tosquices. Mesmo que o nome dele estivesse em jogo. Certa vez, ele estava no banheiro, digamos, brincando consigo mesmo. Como a porta do banheiro n&#227;o tinha tranca, sua m&#227;e o pegou com a boca na botija, ou melhor, com a m&#227;o na massa. Ele, que estava sentado no vaso, rapidamente escondeu as coisas. Sua m&#227;e, um anjo, mesmo percebendo o que &#193;tila fazia, para acabar com qualquer constrangimento e para o bem geral familiar, disse: - Nossa, que cheiro ruim, meu filho! Voc&#234; precisa tomar um Leite de Magn&#233;sia. &#8211; Ao que o tosco gargalhou: - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Do que voc&#234; t&#225; rindo, meu filho? - N&#227;o &#233; n&#250;mero dois, m&#227;e. &#201; punheta mesmo.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;*** Mas &#193;tila havia de se dar mal. - Paix&#227;o, me empresta um daqueles gibis de anedotas do seu av&#244;? &#8211; Perguntou ele da sala da casa da namorada. - &#193;tila, eles est&#227;o a&#237; na estante, na parte debaixo, onde ficam as coisas da minha m&#227;e. Pode pegar. - T&#225;! Brigado! - Achou, amor? - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Que gargalhada &#233; esta? Ela saiu do quarto e foi ver do que o namorado tanto ria, ao que ele, mostrando um livro de auto-ajuda, com a capa vermelha e um pouco desbotada com o t&#237;tulo &#8220;Sexo Grupal, Uma Terapia Conjunta&#8221;, disse: - Danadinha sua m&#227;e, hein? Ou ser&#225; que o livro &#233; do seu pai? Hahahahahahaha. - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe - Do que voc&#234; ri? &#8211; Perguntou &#193;tila, se recompondo. E ela, o olhando com todo o cinismo do mundo: - &#201; que este livro n&#227;o &#233; de nenhum deles dois, meu amor. Este livro &#233; meu. </description>
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	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/homens_sao_todos_iguais">
		<title>HOMENS S&#195;O TODOS IGUAIS</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/homens_sao_todos_iguais</link>
		<dc:date>28.11.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>J&#225; passavam das vinte e duas horas da sexta-feira quando ele ligou para o compadre. - E a&#237;? T&#225; tudo certo pra mais tarde, n&#233;? - Sim, sim. - Ent&#227;o, olha s&#243;, daqui a uma hora eu saio daqui. A Paula quer ir pra balada, mas vou jogar um ca&#244; de que estou cansado, com sono, que trabalhei muito... - Ok. - Mas e voc&#234;? - A mesma coisa. - Como assim a mesma coisa? - A mesma coisa! &#8211; Repetiu em tom forte, seguido de um breve sil&#234;ncio de ambos. Deu pra escutar o som da linha telef&#244;nica. - Ah, entendi! Voc&#234; tamb&#233;m vai sair da&#237; daqui a uma hora! - Putz, at&#233; que enfim, n&#233;... - Ent&#227;o ok. Daqui a uma hora te encontro no P&#227;o de A&#231;&#250;car pra gente comprar a cerveja. - Tranq&#252;ilo. - Da&#237; a gente... - Gustavoooooooo! Vidinha, pega a toalha pra mim? - T&#244; indo, vida! Preciso desligar! A Paula t&#225; saindo do banho! Daqui a uma hora ent&#227;o. - Bel&#234;. - Quem era, amor? - Era o Gustavo. Queria saber se eu estarei com o Caio amanh&#227;. - U&#233;, mas a esta hora? - (Fodeu!) Er...Bom, &#233; que, digo...&#201; que ele acabou de ver um comercial de um circo que vai estar na cidade amanh&#227;. - Mas voc&#234; nem vai pegar o Caio amanh&#227;... - (Ai, fodeu, fodeu!) Ah...&#201; verdade, n&#233;? Sabe que eu nem lembrava? Vou falar pra ele amanh&#227;...Hum, a gente pode come&#231;ar a ver o filme. T&#244; meio cansado. &#8211; Disse ele bocejando. Meia hora depois. - &#201; melhor eu ir, amor. Mal t&#244; conseguindo ver o filme de tanto sono...&#8211; Disse, mais uma vez, bocejando. - T&#225; bom, amor. Boa noite pra voc&#234;. - Pra ti tamb&#233;m! &#8211; Bocejou novamente. - Caramba, Fernando, t&#244; at&#233; preocupada com esse seu sono. Vai com cuidado, ok. - T&#225; bem. Tchau, amor. - Tchau. - Al&#244;, cumpadi? T&#244; saindo da casa da Carol agora. Vai comprando a cerva pra gente n&#227;o perder tempo! - Compro uma ou duas caixinhas de Skol? - Duas, porque esta madrugada promete muito! Hehehehe. - Hehehehe. Beleza! Algumas horas e muitas cervejas depois. - Se eu soubesse que iria me dar mal desse jeito, teria ficado na casa da Paula. &#8211; Disse ele com a voz meio fanha. - R&#225;! Olha pra isso! Deixa de ser cuz&#227;o, Gustavo, seu b&#234;bado! P&#244;, cumpadi, vai dizer que n&#227;o valeu nem pela cerveja? &#8211; Disse ele, tamb&#233;m com a voz embriagada. - Valeria mais ainda se eu n&#227;o tivesse perdido o pr&#234;mio! - Hahahaha...Grande coisa! Dividi o pr&#234;mio contigo! E foi por diferen&#231;a de quantas mesmo? Umas quatro, cinco? - Quatro, cinco? Caralho, Fernando! Que exagero! - Exagero ou n&#227;o, eu ganhei! - T&#225; bom, Fernando, t&#225; bom! Quero ver semana que vem! - Ok! Semana que vem tem de novo, ent&#227;o! - A gente s&#243; precisa inventar uma desculpa melhor pras meninas.... - &#201; mesmo! Essa desculpa esfarrapada de hoje n&#227;o cola mais! - E, rap&#225;, c&#234; t&#225; doido! N&#227;o gosto nem de imaginar se a Paula e a Carol imaginam uma coisa dessas. Acho que elas at&#233; perdoariam a gente se nos vissem com outra mulher...Agora, seria traumatizante pras elas descobrir que as trocamos, numa sexta-feira, pela Segunda Copa Skol de Futebol de Play Station, valendo duas d&#250;zias de cervejas.</description>
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	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/pecado_capital">
		<title>PECADO CAPITAL</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/pecado_capital</link>
		<dc:date>23.11.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Se existe algo que chama minha aten&#231;&#227;o e me deixa feliz como publicit&#225;rio e consumidor &#233; o estabelecimento na qual vejo o esmero que os donos tiveram nos m&#237;nimos detalhes. N&#227;o importa se &#233; uma pequena lanchonete, um sal&#227;o de beleza ou motel, se h&#225; uma comunica&#231;&#227;o visual, um padr&#227;o legal, eu fico feito bobo. Acontece que, para se ter bom gosto e deixar seu ramo de servi&#231;os, com uma cara bonita, n&#227;o precisa ser uma multinacional. &#201; preciso apenas que os donos tenham vis&#227;o empreendedora e arrisquem no potencial do seu neg&#243;cio. O chamado e j&#225; pi&#233;gas, diferencial do servi&#231;o. Pois bem. Esses dias me falaram muito bem de um local que eu iria gostar muito, um barzinho que ficava na Asa Sul. Melhor ainda, usarei a palavra da moda, um bistr&#244;. Ou boteco em intelectual&#234;s. Mas este adjetivo, como sempre, foi um dos meus pr&#233;-conceitos at&#233; conhecer o local. Chegando &#224; quatrocentos e doze sul, fiquei surpreso com a pintura vermelha de detalhes amarelo da fachada deste complexo cultural, gastron&#244;mico e de entretenimento chamado Rayuela. Eu o chamo assim desde que estive l&#225;, porque de um lado fica o Rayuela, que &#233;, digamos, mais parecido com um barzinho, cujo subsolo abriga uma esp&#233;cie de taberna/pub para shows de bandas independentes. E do outro &#233; o Rayuela que diz a defini&#231;&#227;o do dicion&#225;rio para bistr&#244;: um restaurante pequeno e simples, mas aconchegante. Neste tem um bom caf&#233;, livraria e um local para se fazer festas no andar superior que se assemelha ao conforto da nossa pr&#243;pria casa, com sof&#225;s, pufes, tapetes e uma junkbox para tocar os c&#234;d&#234;s dispon&#237;veis do acervo. E entre os dois ambientes, permeia o clima r&#244;mantico a luz de velas nas mesas. Como eu disse alguns par&#225;grafos atr&#225;s, quando estou em lugares que muito me apetecem como este, reparo os m&#237;nimos detalhes, come&#231;ando pelo card&#225;pio, que &#233; um jornalzinho cultural recheado de mat&#233;rias curiosas e interessantes, cujo, n&#227;o raro, os freq&#252;entadores acabam o levando para casa. Os pratos da casa s&#227;o nomes de livros de diversos escritores famosos. Eu mesmo devorei A Hora da Estrela, da Clarice Lispector, e recomendo. At&#233; os forradores, aqueles de papel que ficam entre a mesa e seu prato, s&#227;o bem desenhados esteticamente e cont&#233;m trechos de livros de grandes autores. Honestamente, n&#227;o parecia que eu estava em Bras&#237;lia. Senti como se estivesse em um pedacinho qualquer da Espanha, at&#233; pela ilumina&#231;&#227;o das velas das mesas, que fazia sombra das silhuetas na parede avermelhada do local. Uma perfei&#231;&#227;o de fotografia. Devia ter tirado uma foto, porque a&#237; eu poderia dizer que, sei l&#225;, consegui uma dessas promo&#231;&#245;es de companhia a&#233;rea e passei o feriado em Buenos Aires. Pode parecer besta, mas senti at&#233; um certo orgulho por estar no local. Bom, voc&#234; deve se perguntar se o Rayuela tem alguma coisa ruim, depois de ler este texto t&#227;o meloso sobre o local. E eu digo que tem. O Rayuela tem um defeito gigante: n&#227;o &#233; meu. 
***
- Gente, j&#225; &#233; o s&#233;timo cliente que fala que veio aqui por conta de um texto num blog chamado Pilastra Fantasma, Espa&#231;o Fantasma, sei l&#225;... &#8211; Comentou um das donas em tom preocupado. - Mas isto &#233; bom, n&#227;o &#233;? &#8211; Perguntou o gerente e continuou. - Poder&#237;amos at&#233; pag&#225;-lo pra continuar a escrever! Seria uma boa estrat&#233;gia de marketing pra gerar uma propaganda boca a boca! - N&#227;o sei, n&#227;o...&#8211; Disse a dona pensativa. - U&#233;, por que n&#227;o? &#8211; Retrucou o gerente. - Se ele continuar falando t&#227;o bem assim, ao inv&#233;s de pagar o tal carinha, irei comprar sal grosso. Muito sal grosso. </description>
	</item>
	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/a_pior_estirpe">
		<title>A PIOR ESTIRPE</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/a_pior_estirpe</link>
		<dc:date>06.11.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Quando eu acho que j&#225; vi todo tipo de homem imbecil, me esque&#231;o que ainda existe um esp&#233;cime nada raro: o rom&#226;ntico canalha. Eu o chamo assim, porque, antes de um excelente calhorda, ele &#233; um &#243;timo ator, pois interpreta o homem ideal que muita mulher sonha ou o pr&#237;ncipe encantado que algumas ainda acham que existe. O rom&#226;ntico canalha em ess&#234;ncia verdadeira &#233; um machista que n&#227;o manda flores, n&#227;o puxa a cadeira, n&#227;o se oferece para pagar a conta, n&#227;o &#233; honesto com os sentimentos alheios, enfim, n&#227;o &#233; cavalheiro. Todavia, contudo, entretanto, faz uso destes artif&#237;cios quando s&#243; quer uma coisa delas. Ali&#225;s, duas: comer e vazar. Mas antes disso, com seu jeito artisticamente atencioso, ele ir&#225; jurar que morre de amor e de saudades, vai conhecer os familiares e amigos, e se ainda assim, ele n&#227;o conseguir o que quer, ir&#225; namorar a v&#237;tima, se assim podemos chamar. E quando o sexo enjoar, o que varia entre uma a tr&#234;s transas, ele some. Acaba o amor, finda a paix&#227;o. Eu sempre gostei do filme Don Juan De Marco, de Francis Ford Coppola. Apesar do teor do filme ser um tanto machista, eu achava fant&#225;stico aquilo do Don Juan &#8211; vivido categoricamente pelo Johnny Depp &#8211; tratar a mulher como a coisa mais essencial e perfeita do mundo. A sinceridade do amor que dizia sentir era tanta que me perguntava &#224;s vezes se ele realmente n&#227;o se apaixonava sempre por uma mulher diferente. O rom&#226;ntico canalha se parece em algumas coisas com o personagem do filme, j&#225; que o preto no branco, s&#227;o ambos falando do que n&#227;o sentem verdadeiramente para levar uma mulher para cama. A discrep&#226;ncia &#233; que, no filme, Don Juan roubava os cora&#231;&#245;es, ele desfrutava aquele momento quando a mulher estava em seus bra&#231;os como se fosse a &#250;nica, a primeira e a &#250;ltima na qual ele at&#233; se mataria pelo amor sentido. Todas as mulheres, no fundo, no fundo, sabiam que, pelo menos naquele momento que estiveram com ele, elas foram &#250;nicas. J&#225; o patife descrito, quer apenas destruir o cora&#231;&#227;o, dizimar a alma. Ele jamais vai querer o amor de mulher alguma para si, simplesmente porque o rom&#226;ntico canalha &#233; ligado ao superficial e material. Espalhar em alto e bom som e com orgulho a sacanagem feita com alguma mulher &#233; divino a ele, pois precisa constantemente de se auto-afirmar. Ou seja, n&#227;o &#233; homem, porque homem que &#233; homem, mesmo que sacaneie alguma mulher, n&#227;o tira sarro, sente remorso. O que n&#227;o deixa de ser tamb&#233;m algo bem demagogo. N&#227;o quero ser advogado de &#8220;tolinhas&#8221; que s&#227;o iludidas, o que falo &#233; apenas da exist&#234;ncia de sujeitos que nos dias de hoje, podem conseguir sexo facilmente em qualquer balada ou com quaisquer cento e cinq&#252;enta reais, mas ao inv&#233;s disto, insistem em flautear uma gatinha, que, muito provavelmente ap&#243;s um trauma desses pode virar uma cachorrona. Acho que fiz esta vasta introdu&#231;&#227;o, para descrever minha indigna&#231;&#227;o com minha ra&#231;a por conta de um caso que fiquei sabendo tempos desses. Um rom&#226;ntico canalha, ou melhor, um filho da puta mesmo, se aproveitou da inoc&#234;ncia e ingenuidade de uma garota de dezessete anos para seduzi-la. Ela se guardava para algu&#233;m especial, e achando ter encontrado este algu&#233;m, acreditou na hist&#243;ria de cinema que o vigarista produziu, dirigiu e atuou. E para completar, arrematou a virgindade dela como Oscar de sua interpreta&#231;&#227;o. O cara tinha quase trinta anos, transou com ela uma vez e desapareceu. E quer saber o pior? &#201; que em conversas de boteco ainda escutei homens endossando a atitude com frases tais quais &#8220;T&#225; vendo? Um filho da puta mais cedo ou mais tarde iria foder com a vida dessa menina e fazer igual ele fez! Ent&#227;o, j&#225; que isto vai acontecer de todo jeito, que sejamos n&#243;s estes filhos da puta!&#8221;, e soltava uma gargalhada. Eu sei, eu sei, frase nojenta, apesar da sutileza c&#244;mica. S&#243; que, &#233; legal contar isto quando &#233; com os outros, n&#227;o &#233;? Ser&#225; que para a filha ou irm&#227;, seria usado o mesmo discurso? O problema &#233; que imbecis assim, s&#243; existem justamente porque t&#234;m outros animais que aprovam tais condutas. Caralho, n&#227;o canso de pensar qual a gra&#231;a que um homem v&#234; em tirar a virgindade de uma garota. Na minha opini&#227;o, tem que ser muito homem para desvirginar uma mulher. &#201; coisa para quando tem sentimento envolvido de ambas as partes. Ou ent&#227;o, se a garota n&#227;o se importar e est&#225; louca para se livrar do caba&#231;o, perdoando a palavra tosca. Honestamente, fora essas ocasi&#245;es, qual a gra&#231;a? Vai ser doloroso para ela, fatalmente voc&#234; n&#227;o vai fazer nem um ter&#231;o do que faz com uma mulher experiente, vai brincar de cabra-cega (&#8220;N&#227;o, a&#237;, n&#227;o!&#8221;, &#8220;Mais pra l&#225;!&#8221;, &#8220;Aqui, aqui, aqui!&#8221;) e se ela j&#225; gostava de voc&#234;, ir&#225; armar um acampamento na porta de sua casa. Enfim, realmente n&#227;o sei qual a gra&#231;a. Sei que as virgens de hoje est&#227;o bem mais espertinhas, afinal as revistas, amigas e a libera&#231;&#227;o sexual contempor&#226;nea (putz, falei bonito agora!) as deixaram bem informadinhas. Mas mesmo assim, ainda duvido que alguma delas saiba fazer o sabonetinho ou conhe&#231;a a t&#233;cnica ninja do Halls preto. A conseq&#252;&#234;ncia de atitudes patifes como essas dos rom&#226;nticos canalhas, desencadeiam comportamentos femininos cada vez mais rebeldes, como j&#225; expliquei em P&#233;-de-Pano, al&#233;m de deixar no ar as velhas frases que acirram sempre mais a guerra dos sexos, como &#8220;Homem n&#227;o presta!&#8221;, &#8220;Homem &#233; tudo igual!&#8221; etc etc. E por conta disso, algumas laranjas maduras levam m&#225; fama por conta das podres. Ent&#227;o, sugiro algo: se voc&#234; for homem e discordar de atitudes trogloditas iguais as desses caras que enganam, comem e vazam, quando ouvir algum outro homem contar uma hist&#243;ria dessas, n&#227;o precisa discutir, apenas n&#227;o sorria, continue s&#233;rio, j&#225; que n&#227;o &#233; piada e n&#227;o tem a m&#237;nima gra&#231;a. Agora, se voc&#234; for mulher, por favor, fa&#231;a um bem &#224; humanidade: convide o carinha para sair. Da&#237;, depois que voc&#234;s j&#225; estiverem altinhos, ap&#243;s o s&#233;timo copo, quando estiver prestes a rolar um beijo, d&#234; uma baita joelhada no sujeito, daquelas de aleijar mesmo. Depois voc&#234; fala que foi a bebedeira. Se estou certo sobre a precis&#227;o, indigna&#231;&#227;o e for&#231;a feminina, este rom&#226;ntico canalha nunca mais poder&#225; transar com ningu&#233;m. Pronto. Menos um imbecil no mundo.</description>
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	<title>COLUNA FANTASMA</title>
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	<description>Contos, cr&#244;nicas e outros devaneios.</description>
	<dc:language>pt-BR</dc:language>
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		<title>EDITORIAL</title>
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		<dc:date>26.12.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject>Outros</dc:subject>
		<description>
&#160;
Meus queridos sete leitores:
&#160;
A Coluna Fantasma mudou de endere&#231;o. Isto mesmo,&#160;troquei este provedor, que &#233; um Rayban do Paraguai, pelo Prada dos blogs.
&#160;
Portanto, pra ler todos os textos antigos e as novas postagens voc&#234;s podem passar a acessar o seguinte link:

http://colunafantasma.blogspot.com/
&#160;
E, aproveitando que tem conto novo no blog, deixo aqui um trecho dele:


&#34;...se escondia em um canto da pr&#243;pria varanda e se deleitava com os cerca de trinta a quarenta e cinco minutos do despudor e prazer alheio.&#34;.
&#160;
Varanda Indiscreta. O novo conto da Coluna Fantasma. Acesse e comente.</description>
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	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/um_dia_da_caca">
		<title>UM DIA DA CA&#199;A...</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/um_dia_da_caca</link>
		<dc:date>10.12.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject>Outros</dc:subject>
		<description>&#193;tila, definitivamente, &#233; um maldoso. O sacana, inclusive, j&#225; perdeu todos os amigos por conta das suas brincadeiras de mau gosto. O mala leva bem a s&#233;rio aquele ditado de que perde um amigo, mas a piada, nem pensar. Se derem uma brechinha, ele sacaneia sem pensar duas vezes. E quando cometem uma gafe ent&#227;o? Ele ama. Abaixo seguem algumas das diversas sacanagens que &#193;tila, o tosco e cara-de-pau j&#225; aprontou.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;***- Pois &#233; &#193;tila, da&#237; foi assim que aconteceu e... - Pera&#237; s&#243; um pouco. L&#233;o, L&#233;o, chega a&#237;, cara! &#8211; Gritou para um amigo que passava de longe. - Fala, &#193;tila! Beleza? - Beleza! Chamei voc&#234; aqui porque eu tava conversando com este meu amigo o quanto alguns nomes s&#227;o escrotos. Por exemplo, o que voc&#234; acha de um cara que se chama Gabifran? - Puta que pariu! Que nome escroto da porra! Caralho, se eu tivesse um nome desses, me matava! Fala s&#233;rio! Que pais mais filhos da puta, botar um nome desses em algu&#233;m! - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Do que voc&#234; t&#225; rindo? - Hahahahahahaha, espera, deixa eu pegar ar... &#8211; Enquanto isto, o outro amigo esperava com a maior cara de paisagem. - D&#225; pra falar agora o que &#233;, &#193;tila? &#8211; Indagou L&#233;o. - Deixa eu te apresentar este meu amigo aqui. Le&#243;, Gabifran. Gabifran, L&#233;o.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;***
Em casa, &#193;tila estava no sof&#225; com a namorada e o irm&#227;o mais velho fez um coment&#225;rio. - Putz, &#193;tila, pra qu&#234; compra uma carteira t&#227;o tosca? A corzinha at&#233; que vai, mas ela &#233; grande demais! Pelo amor de Deus, hein? - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - O que foi? Pra qu&#234; a risada? - E &#193;tila olhou pra namorada e disse: - Amor, por favor, fala pra ele que foi voc&#234; quem me deu a carteira.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;*** - &#193;tila, o que tu t&#225; fazendo no computador da Let&#237;cia? - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Por que t&#225; gargalhando? - Ela foi tomar banho e deixou o emeesseene conectado! - E com quem tu t&#225; falando? - Com o Armando! - O que t&#225; falando com ele? - Olha o di&#225;logo, porra! &#8211; Disse, exclamando com um largo sorriso. - &#202;ita, p&#244;! Voc&#234; t&#225; se passando pela Let&#237;cia! Caraca, deixa eu ler direito! Puta que pariu! A Let&#237;cia j&#225; deu pro Armando?! Que cabuloso! Como voc&#234; descobriu? - Joguei um verde no trouxa, falando que tava com tes&#227;o e perguntei a cor da cueca dele! - Kakakakakaka! &#193;tila, tu &#233; um filho da puta de um sacana mesmo, hein! O que tu vai fazer agora? &#193;tila com um largo sorriso se calou e digitou em letras rosas garrafais cheias de estrelinhas: &#8220;Vem pra c&#225;, Armando, t&#244; sozinha!&#8221;. E voltou para atender a porta, esperando na sala juntamente com os outros vinte e tr&#234;s convidados da reuni&#227;o que Let&#237;cia organizou.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;*** &#193;tila, muito escroto e cara-de-pau, n&#227;o perdoava nem mesmo a m&#227;e com suas tosquices. Mesmo que o nome dele estivesse em jogo. Certa vez, ele estava no banheiro, digamos, brincando consigo mesmo. Como a porta do banheiro n&#227;o tinha tranca, sua m&#227;e o pegou com a boca na botija, ou melhor, com a m&#227;o na massa. Ele, que estava sentado no vaso, rapidamente escondeu as coisas. Sua m&#227;e, um anjo, mesmo percebendo o que &#193;tila fazia, para acabar com qualquer constrangimento e para o bem geral familiar, disse: - Nossa, que cheiro ruim, meu filho! Voc&#234; precisa tomar um Leite de Magn&#233;sia. &#8211; Ao que o tosco gargalhou: - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Do que voc&#234; t&#225; rindo, meu filho? - N&#227;o &#233; n&#250;mero dois, m&#227;e. &#201; punheta mesmo.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;*** Mas &#193;tila havia de se dar mal. - Paix&#227;o, me empresta um daqueles gibis de anedotas do seu av&#244;? &#8211; Perguntou ele da sala da casa da namorada. - &#193;tila, eles est&#227;o a&#237; na estante, na parte debaixo, onde ficam as coisas da minha m&#227;e. Pode pegar. - T&#225;! Brigado! - Achou, amor? - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe. - Que gargalhada &#233; esta? Ela saiu do quarto e foi ver do que o namorado tanto ria, ao que ele, mostrando um livro de auto-ajuda, com a capa vermelha e um pouco desbotada com o t&#237;tulo &#8220;Sexo Grupal, Uma Terapia Conjunta&#8221;, disse: - Danadinha sua m&#227;e, hein? Ou ser&#225; que o livro &#233; do seu pai? Hahahahahahaha. - Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe - Do que voc&#234; ri? &#8211; Perguntou &#193;tila, se recompondo. E ela, o olhando com todo o cinismo do mundo: - &#201; que este livro n&#227;o &#233; de nenhum deles dois, meu amor. Este livro &#233; meu. </description>
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	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/homens_sao_todos_iguais">
		<title>HOMENS S&#195;O TODOS IGUAIS</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/homens_sao_todos_iguais</link>
		<dc:date>28.11.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject>Outros</dc:subject>
		<description>J&#225; passavam das vinte e duas horas da sexta-feira quando ele ligou para o compadre. - E a&#237;? T&#225; tudo certo pra mais tarde, n&#233;? - Sim, sim. - Ent&#227;o, olha s&#243;, daqui a uma hora eu saio daqui. A Paula quer ir pra balada, mas vou jogar um ca&#244; de que estou cansado, com sono, que trabalhei muito... - Ok. - Mas e voc&#234;? - A mesma coisa. - Como assim a mesma coisa? - A mesma coisa! &#8211; Repetiu em tom forte, seguido de um breve sil&#234;ncio de ambos. Deu pra escutar o som da linha telef&#244;nica. - Ah, entendi! Voc&#234; tamb&#233;m vai sair da&#237; daqui a uma hora! - Putz, at&#233; que enfim, n&#233;... - Ent&#227;o ok. Daqui a uma hora te encontro no P&#227;o de A&#231;&#250;car pra gente comprar a cerveja. - Tranq&#252;ilo. - Da&#237; a gente... - Gustavoooooooo! Vidinha, pega a toalha pra mim? - T&#244; indo, vida! Preciso desligar! A Paula t&#225; saindo do banho! Daqui a uma hora ent&#227;o. - Bel&#234;. - Quem era, amor? - Era o Gustavo. Queria saber se eu estarei com o Caio amanh&#227;. - U&#233;, mas a esta hora? - (Fodeu!) Er...Bom, &#233; que, digo...&#201; que ele acabou de ver um comercial de um circo que vai estar na cidade amanh&#227;. - Mas voc&#234; nem vai pegar o Caio amanh&#227;... - (Ai, fodeu, fodeu!) Ah...&#201; verdade, n&#233;? Sabe que eu nem lembrava? Vou falar pra ele amanh&#227;...Hum, a gente pode come&#231;ar a ver o filme. T&#244; meio cansado. &#8211; Disse ele bocejando. Meia hora depois. - &#201; melhor eu ir, amor. Mal t&#244; conseguindo ver o filme de tanto sono...&#8211; Disse, mais uma vez, bocejando. - T&#225; bom, amor. Boa noite pra voc&#234;. - Pra ti tamb&#233;m! &#8211; Bocejou novamente. - Caramba, Fernando, t&#244; at&#233; preocupada com esse seu sono. Vai com cuidado, ok. - T&#225; bem. Tchau, amor. - Tchau. - Al&#244;, cumpadi? T&#244; saindo da casa da Carol agora. Vai comprando a cerva pra gente n&#227;o perder tempo! - Compro uma ou duas caixinhas de Skol? - Duas, porque esta madrugada promete muito! Hehehehe. - Hehehehe. Beleza! Algumas horas e muitas cervejas depois. - Se eu soubesse que iria me dar mal desse jeito, teria ficado na casa da Paula. &#8211; Disse ele com a voz meio fanha. - R&#225;! Olha pra isso! Deixa de ser cuz&#227;o, Gustavo, seu b&#234;bado! P&#244;, cumpadi, vai dizer que n&#227;o valeu nem pela cerveja? &#8211; Disse ele, tamb&#233;m com a voz embriagada. - Valeria mais ainda se eu n&#227;o tivesse perdido o pr&#234;mio! - Hahahaha...Grande coisa! Dividi o pr&#234;mio contigo! E foi por diferen&#231;a de quantas mesmo? Umas quatro, cinco? - Quatro, cinco? Caralho, Fernando! Que exagero! - Exagero ou n&#227;o, eu ganhei! - T&#225; bom, Fernando, t&#225; bom! Quero ver semana que vem! - Ok! Semana que vem tem de novo, ent&#227;o! - A gente s&#243; precisa inventar uma desculpa melhor pras meninas.... - &#201; mesmo! Essa desculpa esfarrapada de hoje n&#227;o cola mais! - E, rap&#225;, c&#234; t&#225; doido! N&#227;o gosto nem de imaginar se a Paula e a Carol imaginam uma coisa dessas. Acho que elas at&#233; perdoariam a gente se nos vissem com outra mulher...Agora, seria traumatizante pras elas descobrir que as trocamos, numa sexta-feira, pela Segunda Copa Skol de Futebol de Play Station, valendo duas d&#250;zias de cervejas.</description>
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	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/pecado_capital">
		<title>PECADO CAPITAL</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/pecado_capital</link>
		<dc:date>23.11.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject>Outros</dc:subject>
		<description>Se existe algo que chama minha aten&#231;&#227;o e me deixa feliz como publicit&#225;rio e consumidor &#233; o estabelecimento na qual vejo o esmero que os donos tiveram nos m&#237;nimos detalhes. N&#227;o importa se &#233; uma pequena lanchonete, um sal&#227;o de beleza ou motel, se h&#225; uma comunica&#231;&#227;o visual, um padr&#227;o legal, eu fico feito bobo. Acontece que, para se ter bom gosto e deixar seu ramo de servi&#231;os, com uma cara bonita, n&#227;o precisa ser uma multinacional. &#201; preciso apenas que os donos tenham vis&#227;o empreendedora e arrisquem no potencial do seu neg&#243;cio. O chamado e j&#225; pi&#233;gas, diferencial do servi&#231;o. Pois bem. Esses dias me falaram muito bem de um local que eu iria gostar muito, um barzinho que ficava na Asa Sul. Melhor ainda, usarei a palavra da moda, um bistr&#244;. Ou boteco em intelectual&#234;s. Mas este adjetivo, como sempre, foi um dos meus pr&#233;-conceitos at&#233; conhecer o local. Chegando &#224; quatrocentos e doze sul, fiquei surpreso com a pintura vermelha de detalhes amarelo da fachada deste complexo cultural, gastron&#244;mico e de entretenimento chamado Rayuela. Eu o chamo assim desde que estive l&#225;, porque de um lado fica o Rayuela, que &#233;, digamos, mais parecido com um barzinho, cujo subsolo abriga uma esp&#233;cie de taberna/pub para shows de bandas independentes. E do outro &#233; o Rayuela que diz a defini&#231;&#227;o do dicion&#225;rio para bistr&#244;: um restaurante pequeno e simples, mas aconchegante. Neste tem um bom caf&#233;, livraria e um local para se fazer festas no andar superior que se assemelha ao conforto da nossa pr&#243;pria casa, com sof&#225;s, pufes, tapetes e uma junkbox para tocar os c&#234;d&#234;s dispon&#237;veis do acervo. E entre os dois ambientes, permeia o clima r&#244;mantico a luz de velas nas mesas. Como eu disse alguns par&#225;grafos atr&#225;s, quando estou em lugares que muito me apetecem como este, reparo os m&#237;nimos detalhes, come&#231;ando pelo card&#225;pio, que &#233; um jornalzinho cultural recheado de mat&#233;rias curiosas e interessantes, cujo, n&#227;o raro, os freq&#252;entadores acabam o levando para casa. Os pratos da casa s&#227;o nomes de livros de diversos escritores famosos. Eu mesmo devorei A Hora da Estrela, da Clarice Lispector, e recomendo. At&#233; os forradores, aqueles de papel que ficam entre a mesa e seu prato, s&#227;o bem desenhados esteticamente e cont&#233;m trechos de livros de grandes autores. Honestamente, n&#227;o parecia que eu estava em Bras&#237;lia. Senti como se estivesse em um pedacinho qualquer da Espanha, at&#233; pela ilumina&#231;&#227;o das velas das mesas, que fazia sombra das silhuetas na parede avermelhada do local. Uma perfei&#231;&#227;o de fotografia. Devia ter tirado uma foto, porque a&#237; eu poderia dizer que, sei l&#225;, consegui uma dessas promo&#231;&#245;es de companhia a&#233;rea e passei o feriado em Buenos Aires. Pode parecer besta, mas senti at&#233; um certo orgulho por estar no local. Bom, voc&#234; deve se perguntar se o Rayuela tem alguma coisa ruim, depois de ler este texto t&#227;o meloso sobre o local. E eu digo que tem. O Rayuela tem um defeito gigante: n&#227;o &#233; meu. 
***
- Gente, j&#225; &#233; o s&#233;timo cliente que fala que veio aqui por conta de um texto num blog chamado Pilastra Fantasma, Espa&#231;o Fantasma, sei l&#225;... &#8211; Comentou um das donas em tom preocupado. - Mas isto &#233; bom, n&#227;o &#233;? &#8211; Perguntou o gerente e continuou. - Poder&#237;amos at&#233; pag&#225;-lo pra continuar a escrever! Seria uma boa estrat&#233;gia de marketing pra gerar uma propaganda boca a boca! - N&#227;o sei, n&#227;o...&#8211; Disse a dona pensativa. - U&#233;, por que n&#227;o? &#8211; Retrucou o gerente. - Se ele continuar falando t&#227;o bem assim, ao inv&#233;s de pagar o tal carinha, irei comprar sal grosso. Muito sal grosso. </description>
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	<item rdf:about="http://colunafantasma.blog.terra.com.br/a_pior_estirpe">
		<title>A PIOR ESTIRPE</title>
		<link>http://colunafantasma.blog.terra.com.br/a_pior_estirpe</link>
		<dc:date>06.11.07</dc:date>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<dc:subject>Outros</dc:subject>
		<description>Quando eu acho que j&#225; vi todo tipo de homem imbecil, me esque&#231;o que ainda existe um esp&#233;cime nada raro: o rom&#226;ntico canalha. Eu o chamo assim, porque, antes de um excelente calhorda, ele &#233; um &#243;timo ator, pois interpreta o homem ideal que muita mulher sonha ou o pr&#237;ncipe encantado que algumas ainda acham que existe. O rom&#226;ntico canalha em ess&#234;ncia verdadeira &#233; um machista que n&#227;o manda flores, n&#227;o puxa a cadeira, n&#227;o se oferece para pagar a conta, n&#227;o &#233; honesto com os sentimentos alheios, enfim, n&#227;o &#233; cavalheiro. Todavia, contudo, entretanto, faz uso destes artif&#237;cios quando s&#243; quer uma coisa delas. Ali&#225;s, duas: comer e vazar. Mas antes disso, com seu jeito artisticamente atencioso, ele ir&#225; jurar que morre de amor e de saudades, vai conhecer os familiares e amigos, e se ainda assim, ele n&#227;o conseguir o que quer, ir&#225; namorar a v&#237;tima, se assim podemos chamar. E quando o sexo enjoar, o que varia entre uma a tr&#234;s transas, ele some. Acaba o amor, finda a paix&#227;o. Eu sempre gostei do filme Don Juan De Marco, de Francis Ford Coppola. Apesar do teor do filme ser um tanto machista, eu achava fant&#225;stico aquilo do Don Juan &#8211; vivido categoricamente pelo Johnny Depp &#8211; tratar a mulher como a coisa mais essencial e perfeita do mundo. A sinceridade do amor que dizia sentir era tanta que me perguntava &#224;s vezes se ele realmente n&#227;o se apaixonava sempre por uma mulher diferente. O rom&#226;ntico canalha se parece em algumas coisas com o personagem do filme, j&#225; que o preto no branco, s&#227;o ambos falando do que n&#227;o sentem verdadeiramente para levar uma mulher para cama. A discrep&#226;ncia &#233; que, no filme, Don Juan roubava os cora&#231;&#245;es, ele desfrutava aquele momento quando a mulher estava em seus bra&#231;os como se fosse a &#250;nica, a primeira e a &#250;ltima na qual ele at&#233; se mataria pelo amor sentido. Todas as mulheres, no fundo, no fundo, sabiam que, pelo menos naquele momento que estiveram com ele, elas foram &#250;nicas. J&#225; o patife descrito, quer apenas destruir o cora&#231;&#227;o, dizimar a alma. Ele jamais vai querer o amor de mulher alguma para si, simplesmente porque o rom&#226;ntico canalha &#233; ligado ao superficial e material. Espalhar em alto e bom som e com orgulho a sacanagem feita com alguma mulher &#233; divino a ele, pois precisa constantemente de se auto-afirmar. Ou seja, n&#227;o &#233; homem, porque homem que &#233; homem, mesmo que sacaneie alguma mulher, n&#227;o tira sarro, sente remorso. O que n&#227;o deixa de ser tamb&#233;m algo bem demagogo. N&#227;o quero ser advogado de &#8220;tolinhas&#8221; que s&#227;o iludidas, o que falo &#233; apenas da exist&#234;ncia de sujeitos que nos dias de hoje, podem conseguir sexo facilmente em qualquer balada ou com quaisquer cento e cinq&#252;enta reais, mas ao inv&#233;s disto, insistem em flautear uma gatinha, que, muito provavelmente ap&#243;s um trauma desses pode virar uma cachorrona. Acho que fiz esta vasta introdu&#231;&#227;o, para descrever minha indigna&#231;&#227;o com minha ra&#231;a por conta de um caso que fiquei sabendo tempos desses. Um rom&#226;ntico canalha, ou melhor, um filho da puta mesmo, se aproveitou da inoc&#234;ncia e ingenuidade de uma garota de dezessete anos para seduzi-la. Ela se guardava para algu&#233;m especial, e achando ter encontrado este algu&#233;m, acreditou na hist&#243;ria de cinema que o vigarista produziu, dirigiu e atuou. E para completar, arrematou a virgindade dela como Oscar de sua interpreta&#231;&#227;o. O cara tinha quase trinta anos, transou com ela uma vez e desapareceu. E quer saber o pior? &#201; que em conversas de boteco ainda escutei homens endossando a atitude com frases tais quais &#8220;T&#225; vendo? Um filho da puta mais cedo ou mais tarde iria foder com a vida dessa menina e fazer igual ele fez! Ent&#227;o, j&#225; que isto vai acontecer de todo jeito, que sejamos n&#243;s estes filhos da puta!&#8221;, e soltava uma gargalhada. Eu sei, eu sei, frase nojenta, apesar da sutileza c&#244;mica. S&#243; que, &#233; legal contar isto quando &#233; com os outros, n&#227;o &#233;? Ser&#225; que para a filha ou irm&#227;, seria usado o mesmo discurso? O problema &#233; que imbecis assim, s&#243; existem justamente porque t&#234;m outros animais que aprovam tais condutas. Caralho, n&#227;o canso de pensar qual a gra&#231;a que um homem v&#234; em tirar a virgindade de uma garota. Na minha opini&#227;o, tem que ser muito homem para desvirginar uma mulher. &#201; coisa para quando tem sentimento envolvido de ambas as partes. Ou ent&#227;o, se a garota n&#227;o se importar e est&#225; louca para se livrar do caba&#231;o, perdoando a palavra tosca. Honestamente, fora essas ocasi&#245;es, qual a gra&#231;a? Vai ser doloroso para ela, fatalmente voc&#234; n&#227;o vai fazer nem um ter&#231;o do que faz com uma mulher experiente, vai brincar de cabra-cega (&#8220;N&#227;o, a&#237;, n&#227;o!&#8221;, &#8220;Mais pra l&#225;!&#8221;, &#8220;Aqui, aqui, aqui!&#8221;) e se ela j&#225; gostava de voc&#234;, ir&#225; armar um acampamento na porta de sua casa. Enfim, realmente n&#227;o sei qual a gra&#231;a. Sei que as virgens de hoje est&#227;o bem mais espertinhas, afinal as revistas, amigas e a libera&#231;&#227;o sexual contempor&#226;nea (putz, falei bonito agora!) as deixaram bem informadinhas. Mas mesmo assim, ainda duvido que alguma delas saiba fazer o sabonetinho ou conhe&#231;a a t&#233;cnica ninja do Halls preto. A conseq&#252;&#234;ncia de atitudes patifes como essas dos rom&#226;nticos canalhas, desencadeiam comportamentos femininos cada vez mais rebeldes, como j&#225; expliquei em P&#233;-de-Pano, al&#233;m de deixar no ar as velhas frases que acirram sempre mais a guerra dos sexos, como &#8220;Homem n&#227;o presta!&#8221;, &#8220;Homem &#233; tudo igual!&#8221; etc etc. E por conta disso, algumas laranjas maduras levam m&#225; fama por conta das podres. Ent&#227;o, sugiro algo: se voc&#234; for homem e discordar de atitudes trogloditas iguais as desses caras que enganam, comem e vazam, quando ouvir algum outro homem contar uma hist&#243;ria dessas, n&#227;o precisa discutir, apenas n&#227;o sorria, continue s&#233;rio, j&#225; que n&#227;o &#233; piada e n&#227;o tem a m&#237;nima gra&#231;a. Agora, se voc&#234; for mulher, por favor, fa&#231;a um bem &#224; humanidade: convide o carinha para sair. Da&#237;, depois que voc&#234;s j&#225; estiverem altinhos, ap&#243;s o s&#233;timo copo, quando estiver prestes a rolar um beijo, d&#234; uma baita joelhada no sujeito, daquelas de aleijar mesmo. Depois voc&#234; fala que foi a bebedeira. Se estou certo sobre a precis&#227;o, indigna&#231;&#227;o e for&#231;a feminina, este rom&#226;ntico canalha nunca mais poder&#225; transar com ningu&#233;m. Pronto. Menos um imbecil no mundo.</description>
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