Quando eu tinha uns oito anos, namorei a menina mais maravilhosa da turma. Ela era a mais alta, a mais popular, a mais arrumadinha, a mais estudiosa e, é claro, a mais linda, pois sem este adjetivo, de nada adiantariam os outros. Afinal, setenta por cento dos homens se apaixonam pela beleza feminina. Não a beleza unânime, mas a beleza estética, que só ele vê. O resto, os trinta por cento restantes é conseqüência da convivência. E de onde vem a estatística dessa pesquisa? Do Myself Institute, oras. Mas de qualquer forma, isto já é uma outra história.
Mas como eu dizia, namorei esta menina. Eu a amava mais que tudo no mundo, mas como em todo relacionamento, havia um pequeno problema: ela não sabia que eu namorava com ela. E se soubesse, terminaria.
No início da Coluna Fantasma, os textos eram para suscitar o debate, algumas coisas engraçadinhas, além de respostas a e-mails na qual eu não concordava com o teor, e por aí vai. Era também uma forma de me incentivar a escrever constantemente, já que sempre gostei de fazê-lo, mas andava meio relapso com a coisa. Eu redigia os textos sem contar a ninguém sobre a minha Coluna Fantasma. E eu também era o único a passar horas relendo o que escrevi. Igual a minha namorada de oito anos, mas com uma vantagem: minha Coluna jamais acabaria com nossa relação se soubesse que só eu a admirava. Até porque, só eu podia findar nosso caso unilateralmente, clicando em Excluir Blog.
Acontece que, a relação se solidificou. Divulgamos nosso affaire a todos, e hoje, meu blog demonstra reciprocidade ao meu amor por meio dos meus poucos leitores e seus comentários periódicos. Este fato fez com que eu, inclusive, criasse uma espécie de mailing list para os que quiserem ser notificados por e-mail quando há um texto novo.
Outro dia a Dri avisou-me de um Concurso de Blogs da comunidade do Orkut “Eu tenho um Blog”, na qual eu já havia roubado de seu perfil. Resolvi participar do concurso, o que quer dizer que, se trata, até agora, do passo mais importante do relacionamento entre meu blog e eu. E para este acontecimento, sem dúvida, o mais importante da vida da Coluna, cabe minha singela declaração:
Ó Coluna amada, aceite a aliança, digo, o selo aí em cima, como prova derradeira do amor que sinto por você. Mas se me der novamente um “Formato HTML inválido”, peço o divórcio!