COLUNA FANTASMA

Contos, crônicas e outros devaneios.

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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2007

27.06.07

PERSPECTIVAS

categorias: Contos
Stênio nunca gostou de balada e sempre achou música alta um pé-no-saco. Ficar com tudo que era mulher, então, nem se fala. Não via a mínima graça. Não fumava, nunca tomou um porre, até porque não bebia. Odiava dominó, truco e sinuca, e não saberia nem ao menos, definir a sensação de loló, benzina, lança-perfume ou maconha. Jamais deu um cavalo-de-pau no carro do pai, odiava dançar e era péssimo em qualquer esporte. Aliás, achava futebol na televisão o cúmulo da perda de tempo.

- Pára, Jú, pára...Deixa ele ir. – Disse uma amiga íntima.

Tudo estava embaçado e Júlia, aos prantos, não desgrudava do caixão do seu noivo. Assim que chegou em casa, precisou tomar sedativos para conseguir se acalmar. Um frasco deles.

Acordou com uma voz masculina. “Amor, acorda, acorda, amor...”. Ela acordou, sonolenta, com a cara amassada. Olhou ainda zonza para a direção de onde vinha aquela voz tão parecida com a de Stênio, seu noivo.

- O que tá acontecendo? – Perguntou Júlia, com os olhos meio cerrados, sem entender nada.
- Você desmaiou.
- Quando?
- Cronologicamente? Bom, depois de tomar um frasco de comprimidos, em casa, logo que chegou do cemitério.
- Do enterro de quem? – Perguntou ela, ainda vendo tudo embaçado, calma e distante.
- Do meu, ué.

Desfaleceu novamente. Acordou outra vez com a voz . “Amor, acorda, acorda, amor...”. Ele tinha um copo com água nas mãos. Júlia, apavorada, se distanciava daquilo que parecia ser um espírito, fantasma, espectro ou qualquer coisa que ela não conseguia definir no momento.

- Sai de perto de mim, sai!
- Ué, amor? Repulsa por mim depois de morto?

Ela, cada vez mais apavorada e acuada, respondeu aos berros:

- Que sacanagem é essa? Quem tá fazendo isto? Podem parar com a brincadeira, ok! Já conseguiram me assustar!
- Amor...
- Sai pra lá! E não me chama de amor! Acabei de ver você de terno, dentro de um caixão!
- Fiquei bonito? Porque você tá linda de preto. Sempre imaginei se você ficaria bonita de luto, no meu enterro...
- Já falei pra pararem com a brincadeira! O que tá acontecendo? Cadê todo mundo?

As palavras dela ecoaram diante de um silêncio total no recinto. Júlia assoou o nariz, limpou as lágrimas e perguntou ressabiada.

- É você mesmo, Stênio?
- Claro, amor. Morto, mas sou eu.
- Não é possível...Se, isto é de verdade, me responda, você morreu do quê mesmo?
- Do nada, de aneurisma, indo pra biblioteca estudar...A propósito, doeu pra caramba bater com a cabeça na calçada.

Ela respondeu titubeando e gaguejante.

- E-e-e-e, qua-qual-qual segre-gre-gre-do que só-só com-com-contei a você e fi-fiz tem...– E ele a interrompendo:
- Uma tatuagem de um ideograma japonês, que significa amor, perto do púbis. Você fez semana passada, disse que chorou de dor.

Júlia tornou a cair em prantos.

- Não chore, por favor...Era minha hora.
- Ânh? Mas você sempre foi tão cético quanto a isso de destino e agora vem com essa de era minha hora?
- O ser-humano evolui... – Disse ele em tom jocoso.
- Mas você nunca evoluiu em vida, Stênio. – Respondeu ela, limpando as lágrimas e falando firmemente.
- Só porque não fiz aquela série de coisas que você já fez?
- Que coisas?
- Aquelas que costumava me jogar na cara como você não gosta disso, você não faz aquilo, você nunca fez isso etc etc etc.
- Ah, isto mesmo! Sempre falei pra você curtir mais a vida. Pronto, morreu e não aproveitou nada!
- Quem disse? Já parou pra pensar que minha conotação de curtir a vida é diferente da sua? Que eu podia ouvir suas histórias e pensar “Putz, como a Júlia desperdiça a vida!”? Que pra mim um final de semana inteiro lendo Saramago ou estudando era mais prazeroso do que suas infindáveis baladas?

Ela se calou e baixou a cabeça como quem perde a razão. E ele continuou:

- E eu nem precisaria conhecer tudo aquilo que você conheceu...Eu conheci você. E isto, já basta pra minha vida ter valido a pena.
- É, só que somos, quer dizer, éramos noivos! E você se foi e me deixou virgem, cacete! – Disse ela, de olhos rasos d’água, com sorriso no rosto. Então, com a voz embargada, ela confessou em voz baixa:

- Eu não conheci nada daquilo que te disse. Falava só pra irritar...Ôpa! Peraí, mas não é pra tanto! O que você faz com esta arma na mão? Tá louco? Aponta pra lá, aponta pra lá! Nããããããããão!
- Júlia-ulia-ulia....Você tá bem-em-em-em?
- Ãnh?
- É, você tá bem?
- Onde eu tô?
- Que bom que acordou, já tava ficando preocupada. Tem mais de duas horas que eu tô aqui...
- É mesmo? Sério?
- É, e amiga, vou te avisar, se não agüenta, bebe leite. Não vou mais perder outra noite como esta porque a dondoca aí chapou. A festa tá lá bombando e agente tá aqui, na emergência de um hospital, com você tomando glicose.
- Ih, eu chapei, foi? Ai...Agora tô lembrando de tudo...
- Ah, sua mãe ligou. Eu atendi e disse que você tinha ido ao banheiro e que ia dormir lá em casa, porque, se ela sabe disso, sua viagem em julho já era.
- Obrigado amiga. Tive um sonho, aliás um pesadelo maluco...
- Deve ter sido mesmo, você não parava de falar enquanto dormia. Isto é, quando não roncava estrondosamente.
- Ou foi uma visão? Enfim, deixa pra lá...E o Stênio? Ele tá bem? Cadê ele?
- O cêdêefezinho? Ele te ligou, tá vindo pra cá.
- Putz, que dor-de-cabeça!
- Vai piorar. Mas um porre desses é bom pra avaliarmos algumas coisas na vida. Você não acha que é muito nova pra alucinar desse jeito?
- Taís, pode parar com esta voz de pesar como se fosse minha mãe. Até porque você também tem dezoito anos e é apenas três meses mais velha que eu.
- Só que nunca tomei glicose.
- Você não toma glicose, mas também não fica ligada. Fica bebendo Martini, bebida de patrícia. – E continuou:
- Mas enfim, já aprendi a lição. E as mudanças são pra já.
- E quais são? Vai virar freira?
- Ha-ha-ha. Engraçadinha. Nem tanto, mas a primeira media será extinguir a tequila da minha vida. A segunda é não misturar bala ou doce com bebida. Bebida alcoólica, que fique claro.
- Quem não te conhece, que te compre...
- É sério. Também vou parar de ficar com o Stênio. Ele é muito bonzinho, mas um ficante, que não vai comigo pra balada, pra ficar em casa estudando numa sexta-feira só por hobby, realmente, não pode bater muito bem. Ah, e visitar uma sessão de descarrego no terreiro, só por curiosidade, também nunca mais.
- Vai deixar de ser porra louca?
- Pode acreditar. Uma nova Júlia vem por aí! E por acaso, me dá o telefone do Duda.
- O Duda? Meu amigo, modelo, gato, maravilhoso?
- Este mesmo.
- Mas o que te deu, Júlia? Você vive dispensando o cara...
- Vivia, mas como você disse, ele é tudo de bom. Além do que, nunca sabemos o dia de amanhã. E eu, nem a pau, vou morrer virgem.

18.06.07

O SEM NOÇÃO III

categorias: Contos
Edilberto parecia confuso, perdido, sem entender o que se passava na cabeça de sua mulher. Então, procurou sua amiga para que ela esclarecesse algumas coisas sobre a alma feminina, já que ele sozinho não conseguia desmistificar.

- Lígia, o que você ganhou de presente no dia dos namorados?
- Por quê?
- Porque eu dei um presente de cerca de duzentos reais para minha mulher e acho que ela não gostou muito. Tá com uma cara feia que só...
- Nossa, mas duzentos reais dá pra comprar um presente legal, ué.
- Então.
- O que você deu a ela?
- Cinco litros de óleo, um filtro de ar e um filtro de combustível.

Lígia suspirou, colocou a mão no rosto e balançou a cabeça negativamente.

- O que foi? Por que tá me olhando com essa cara? – E continuou com voz de injustiçado.
- Ah, e eu mesmo que levei o carro dela pra trocar o óleo, fiz tudo direitinho. Pôxa, se ela me desse um presente assim, eu gostaria, aquela ingrata! Francamente, não entendo as mulheres...

15.06.07

O SEM NOÇÃO II

categorias: Contos

Dia seguinte, sentadas num quiosque do parque da cidade

- Ué, Regina, por que você tá chorando? O que aconteceu? – Perguntou Marise.
- É, o que foi, Rê? – Disse Letícia.

Regina enxugou o choro, fungou e assoou o nariz com um lenço de papel.

- Descobri que não era uma cachaça de chocolate, e sim uma garrafa de chocolate com um monte de chocolates dentro! – E tornou a abrir o berreiro.
- Mas isso é bom! – Disse Letícia.
- Não é não! E eu acabei o namoro com ele! – Agora Regina soluçava de chorar.
- Ué, mas, mas, o que aconteceu? Ficou doida? Não é bom serem chocolates? – Indagou Lúcia.
- Não, Lúcia! Não é bom! E você tinha razão! Tinha algo de subliminar naquilo!
- Eu falei, não falei meninas! Eu falei!
- Ele quer me trair! Cachorro, safado! – Acusou Regina enfurecida.
- Ãnh? Como assim? – Marise, curiosíssima perguntou. – Você tirou esta conclusão de uma garrafa de chocolate?
- Exatamente! Sabe, garotas, parei pra pensar e percebi que, se ele me dá tanto chocolate, é porque quer que eu fique gorda! Eu ficando gorda, ele vai olhar para outras mulheres e, olhando pra outras mulheres, o ordinário vai me chifrar!

Elas olharam emudecidas para Regina.

- Acabei mesmo! Aquele canalha não vai me trair! Além do mais, a cachaça de chocolate não seria tão ruim assim.

- E os charutos? – Perguntaram Letícia, Marise e Lúcia desordenadamente.

- Mandei ele fumar com a ex-futura amante dele!

O SEM NOÇÃO

categorias: Contos
Reunidas na casa de uma amiga, as moças comentavam sobre os presentes do dia dos namorados. Letícia olhou empolgada e disse:

- Que romântico! Então ele te deu uma cachaça de chocolate e uma caixa de charutos também de sabor chocolate...Vocês devem ir à algum lugar secreto se embebedarem com essa cachaça, aposto. Que lindo!
- Não Letícia, ela vai jogar a cachaça no corpo dele, depois vai lamber tudinho, não é, Regina? Que sexy, animal, selvagem, tudo! Esse seu namorado, hein? Nossa, chega meu subiu um calor...
- Nada disso! Marise e Letícia vocês não estão encarnando o espírito do amor. A cachaça de chocolate é um enigma, coisa subliminar entende. Esqueceram que ele é advogado? A cachaça significa dizer que ele vai dar à ela algo ardente, hot mesmo, mas de forma adocicada, que ela se lembre para sempre.

E Letícia pergunta com feição de menosprezo e ironia.

- E os charutos?
- Bom, os charutos são para comemorar a notícia de gravidez que ela vai dar ao namorado! Não é Regina? Acertei agora, não foi? Que lindo, de quantos meses você está?

Elas se olham surtadas. E Regina, a protagonista do assunto, responde.

- Não, meninas, não é nada disso! Gravidez, Lúcia? Você tá louca? Também não bebo cachaça e muito menos jogarei no corpo dele. Isto vai ficar, no máximo, de enfeite na estante. E meu pai que deve beber.

E continuou:

- Ah, não simpatizo com charutos. Aliás, odeio fumo, tabaco, essas coisas.

E elas, sem entender nada se entreolham. Letícia fala, e logo depois Marise completa:

- Ué, então, não tem nada a ver com romantismo!
- É, e nem com ser sexy!

Então, Regina responde:

- Realmente, não tem a ver com nadinha disso. Fico até com dó dele, pois nenhum dos presentes será proveitoso. Mas o que vale é a intenção, o ato diz o quanto ele gosta de mim. Vai ver só não está acostumado a ter namoradas, nunca teve uma ou não deu presente, sei lá...

A única que estava com cara de paisagem, sem feição alguma era Lúcia, que apenas olhava e escutava a discussão. Sem entender bem a resposta de Regina, ela sai de transe e fala:

- Sabe, estava aqui pensando sobre estes presentes que ele deu. Ainda acho que deve ter alguma coisa subliminar aí...

14.06.07

COMPULSÃO

categorias: Contos
Fabrício, como todo homem, era um compulsivo sexual. E por conta principalmente disso, seu namoro com Luana foi por água abaixo, pois a pauta de todas as discussões de relação, era o sexo. Luana gostava de sexo, mas Fabrício queria que ela amasse.

Quando terminaram, Fabrício quase enlouqueceu, pois passou um tempinho no zero a zero. Não se arrependeu, pois preferia terminar uma relação na qual estava insatisfeito sexualmente do que trair a doce Luana. E, é claro que ela não soube e jamais saberá qual foi a verdadeira razão do namoro findar.

Bom, a fila precisava andar e Fabrício não tinha como dar vazão ao seu sexual feeling. Só que, já dizia ter passado da fase do flerte enlouquecido, não gostava de putas e a masturbação lhe deixava um vazio sem fim. Era um traço meio feminino, mas para ele, sexo precisava de uma ligação de intimidade, senão as coisas ficavam meia-boca, ou melhor dizendo, meia-bomba. Foi então que Rebeca apareceu.

Rebeca era uma mulher que todo homem deseja. Bonita, do corpão, inteligente e pensava em saliência vinte e quatro horas por dia. Fabrício estava feliz da vida com sua nova namorada e se gabava para os amigo por namorar uma quase ninfomaníaca. Ela realmente gostava muito de sexo. Não tinha pudor quanto a lugares, acessórios, fantasias ou posições. O sonho de todo homem.

O problema é que, Rebeca começou a extrapolar. Procurava material erótico às centenas na Internet, se masturbava diariamente, chegando inclusive, ao absurdo de fazê-lo no trabalho, e ainda queria o Fabrício todos os dias. Mesmo assim, ele achava o máximo, pois com ela não havia rotina. Era sabonetinho para cá, candelabro suíço ali, pinga-chuvinha para lá, Halls preto, óleos térmicos etc etc. Só que com o tempo, o próprio Fabrício começou a ficar assustado. E o ápice aconteceu em uma viagem a uma cidadezinha pacata do Goiás.

A cidade de Pirenópolis é dessas bem hippies, que você faz trilha, vai à cachoeira, faz rafting, fica em pousadas modestas, porém, bem bacanas, escuta reggae o dia todo, e “fumar unzinho, porque ninguém é de ferro, não é amor”, dizia ele para Rebeca. Doce ilusão. Existe algo mais afrodisíaco que viajar a dois para uma cidade pacata dessas? Rebeca que o diga. Não deu folga para Fabrício em instante algum, nem mesmo na estrada, com ele dirigindo, para o deleite dos mais curiosos que sempre passavam fazendo buzinaço. Na cidade então, ela não queria por nada sair do quarto da pousada, a não ser que fosse de madrugada, quando não havia ninguém na piscina. Isto sem falar das trilhas e cachoeiras em que ela sempre dava um jeito de arrastar Fabrício para algum cantinho. Dormir, então, nem pensar. E foi nessa toada durante os cinco dias que passaram na cidade. Rebeca sugava o namorado. Sem trocadilho. Na noite que antecedeu a manhã que iriam embora, Fabrício foi dormir morto e sem força alguma, é claro, depois de satisfazê-la por uma, duas, três, quatro vezes. “Santo Viagra”, pensava ele.

Na calada da noite, durante a madrugada, Fabrício, meio sonolento, sentiu a mãozinha esperta de Rebeca o tocando. “Ai, fodeu!”, pensou ele. Rebeca continuou com carícias, enquanto Fabrício, primeiro com leves trejeitos e depois com movimentos mais bruscos, se esquivava, tirando o braço dela enquanto se virava na cama. Depois de longos minutos sem sucesso, Fabrício começou desesperadamente a suplicar para quem pode mais: “Por favor, meu Deus, por favor!”. E continuou, agoniado e fingindo que estava dormindo. Então aconteceu o pior: o corpo dele começara a dar sinal, retribuindo o carinho de Rebeca! E ele em pensamento “Não fica duro, não fica duro! Não fica duro, porra! A última frase escapara do seu pensamento e foi proferida como um grito de pesadelo no quarto da pousada. Rebeca olhando para ele atônita, sem entender nada, perguntou o que houve. E ele, para não admitir que sua namorada era, digamos, mais sexual que ele, e para não confessar que não dava conta do recado, disse à ela que tivera um terrível pesadelo na qual ficava broxa e por isso, no sonho, gritava chorando “Não fica duro, porra!”. Ela, com carinha de choro e compreensiva disse “Amor, você não vai ficar broxa nunca! Vem cá, que sua safadinha vai te mostrar isso, vem...”.

Após esta viagem, as discussões de relação aumentaram cem por cento e em pauta estava sempre o sexo. Para ela, Fabricio gostava de sexo. E ela queria que ele amasse. Ela acabou parando em uma clínica de viciados sexuais fora do Brasil, para tratar de sua compulsão à base, inclusive, de remédios tarja preta. E ele voltou com Luana, casou-se e nunca mais teve problemas sexuais. Descobriu que preferia caçar a ser caçado.

Um dia, do nada, ele recebe uma ligação do exterior. Alguém falando em inglês se apresenta. Diz ser Michael Douglas, aquele ator viciado em sexo. Em poucas palavras ele diz que conheceu Rebeca e pergunta o que Fabrício fazia para dar conta do recado. “Usa Viagra!”, Fabrício disse. “Mas eu já uso!”, respondeu o ator. “Ah, então chama alguém para ajudar!” A ligação ficou muda e Fabrício desligou o telefone.

Semanas depois, Fabrício lê uma manchete em um tablóide, na Internet: “Michael Douglas se cura da compulsão sexual”. Na matéria dizia que a principal inspiração do ator de Hollywood foram os demais viciados da clínica. “Quando escutava as histórias deles, arrancava forças para me curar. Não podia chegar naquele patamar! É insano!”, dizia ele. Na matéria contava ainda que o boato dentro da clínica era de que Rebeca Sales e Michael Douglas tiveram um affair e que aí sim, ele provou do próprio veneno.

E Rebeca? Bom, Rebeca está curada e agora é palestrante voluntária reabilitada para grupos de viciados em sexo. Às vezes, quando bate aquele tesão alucinado de transar em locais públicos, ela logo lembra de sua amiga Cicarelli e pensa, “Melhor não, melhor não...”.