COLUNA FANTASMA

Contos, crônicas e outros devaneios.

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Arquivo de: 2007

26.12.07

EDITORIAL

 

Meus queridos sete leitores:

 

A Coluna Fantasma mudou de endereço. Isto mesmo, troquei este provedor, que é um Rayban do Paraguai, pelo Prada dos blogs.

 

Portanto, pra ler todos os textos antigos e as novas postagens vocês podem passar a acessar o seguinte link:

http://colunafantasma.blogspot.com/

 

E, aproveitando que tem conto novo no blog, deixo aqui um trecho dele:

"...se escondia em um canto da própria varanda e se deleitava com os cerca de trinta a quarenta e cinco minutos do despudor e prazer alheio.".

 

Varanda Indiscreta. O novo conto da Coluna Fantasma. Acesse e comente.

10.12.07

UM DIA DA CAÇA...

categorias: Contos

Átila, definitivamente, é um maldoso. O sacana, inclusive, já perdeu todos os amigos por conta das suas brincadeiras de mau gosto.

O mala leva bem a sério aquele ditado de que perde um amigo, mas a piada, nem pensar. Se derem uma brechinha, ele sacaneia sem pensar duas vezes. E quando cometem uma gafe então? Ele ama. Abaixo seguem algumas das diversas sacanagens que Átila, o tosco e cara-de-pau já aprontou. 

                                                          ***

- Pois é Átila, daí foi assim que aconteceu e...
- Peraí só um pouco. Léo, Léo, chega aí, cara! – Gritou para um amigo que passava de longe.
- Fala, Átila! Beleza?
- Beleza! Chamei você aqui porque eu tava conversando com este meu amigo o quanto alguns nomes são escrotos. Por exemplo, o que você acha de um cara que se chama Gabifran?
- Puta que pariu! Que nome escroto da porra! Caralho, se eu tivesse um nome desses, me matava! Fala sério! Que pais mais filhos da puta, botar um nome desses em alguém!
- Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe.
- Do que você tá rindo?
- Hahahahahahaha, espera, deixa eu pegar ar... – Enquanto isto, o outro amigo esperava com a maior cara de paisagem.
- Dá pra falar agora o que é, Átila? – Indagou Léo.
- Deixa eu te apresentar este meu amigo aqui. Leó, Gabifran. Gabifran, Léo. 

                                                        ***


Em casa, Átila estava no sofá com a namorada e o irmão mais velho fez um comentário.

- Putz, Átila, pra quê compra uma carteira tão tosca? A corzinha até que vai, mas ela é grande demais! Pelo amor de Deus, hein?
- Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe.
- O que foi? Pra quê a risada? - E Átila olhou pra namorada e disse:
- Amor, por favor, fala pra ele que foi você quem me deu a carteira. 

                                                         ***

- Átila, o que tu tá fazendo no computador da Letícia?
- Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe.
- Por que tá gargalhando?
- Ela foi tomar banho e deixou o emeesseene conectado!
- E com quem tu tá falando?
- Com o Armando!
- O que tá falando com ele?
- Olha o diálogo, porra! – Disse, exclamando com um largo sorriso.
- Êita, pô! Você tá se passando pela Letícia! Caraca, deixa eu ler direito! Puta que pariu! A Letícia já deu pro Armando?! Que cabuloso! Como você descobriu?
- Joguei um verde no trouxa, falando que tava com tesão e perguntei a cor da cueca dele!
- Kakakakakaka! Átila, tu é um filho da puta de um sacana mesmo, hein! O que tu vai fazer agora?

Átila com um largo sorriso se calou e digitou em letras rosas garrafais cheias de estrelinhas: “Vem pra cá, Armando, tô sozinha!”. E voltou para atender a porta, esperando na sala juntamente com os outros vinte e três convidados da reunião que Letícia organizou. 

                                                          ***

Átila, muito escroto e cara-de-pau, não perdoava nem mesmo a mãe com suas tosquices. Mesmo que o nome dele estivesse em jogo.

Certa vez, ele estava no banheiro, digamos, brincando consigo mesmo. Como a porta do banheiro não tinha tranca, sua mãe o pegou com a boca na botija, ou melhor, com a mão na massa. Ele, que estava sentado no vaso, rapidamente escondeu as coisas. Sua mãe, um anjo, mesmo percebendo o que Átila fazia, para acabar com qualquer constrangimento e para o bem geral familiar, disse:

- Nossa, que cheiro ruim, meu filho! Você precisa tomar um Leite de Magnésia. – Ao que o tosco gargalhou:
- Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe.
- Do que você tá rindo, meu filho?
- Não é número dois, mãe. É punheta mesmo. 

                                                      ***

Mas Átila havia de se dar mal.

- Paixão, me empresta um daqueles gibis de anedotas do seu avô? – Perguntou ele da sala da casa da namorada.
- Átila, eles estão aí na estante, na parte debaixo, onde ficam as coisas da minha mãe. Pode pegar.
- Tá! Brigado!
- Achou, amor?
- Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe.
- Que gargalhada é esta?

Ela saiu do quarto e foi ver do que o namorado tanto ria, ao que ele, mostrando um livro de auto-ajuda, com a capa vermelha e um pouco desbotada com o título “Sexo Grupal, Uma Terapia Conjunta”, disse:

- Danadinha sua mãe, hein? Ou será que o livro é do seu pai? Hahahahahahaha.
- Hohohohoho, hahahahahaha, hehehehehehe
- Do que você ri? – Perguntou Átila, se recompondo. E ela, o olhando com todo o cinismo do mundo:
- É que este livro não é de nenhum deles dois, meu amor. Este livro é meu.

28.11.07

HOMENS SÃO TODOS IGUAIS

categorias: Crônicas
Já passavam das vinte e duas horas da sexta-feira quando ele ligou para o compadre.

- E aí? Tá tudo certo pra mais tarde, né?
- Sim, sim.
- Então, olha só, daqui a uma hora eu saio daqui. A Paula quer ir pra balada, mas vou jogar um caô de que estou cansado, com sono, que trabalhei muito...
- Ok.
- Mas e você?
- A mesma coisa.
- Como assim a mesma coisa?
- A mesma coisa! – Repetiu em tom forte, seguido de um breve silêncio de ambos. Deu pra escutar o som da linha telefônica.
- Ah, entendi! Você também vai sair daí daqui a uma hora!
- Putz, até que enfim, né...
- Então ok. Daqui a uma hora te encontro no Pão de Açúcar pra gente comprar a cerveja.
- Tranqüilo.
- Daí a gente...
- Gustavoooooooo! Vidinha, pega a toalha pra mim?
- Tô indo, vida! Preciso desligar! A Paula tá saindo do banho! Daqui a uma hora então.
- Belê.
- Quem era, amor?
- Era o Gustavo. Queria saber se eu estarei com o Caio amanhã.
- Ué, mas a esta hora?
- (Fodeu!) Er...Bom, é que, digo...É que ele acabou de ver um comercial de um circo que vai estar na cidade amanhã.
- Mas você nem vai pegar o Caio amanhã...
- (Ai, fodeu, fodeu!) Ah...É verdade, né? Sabe que eu nem lembrava? Vou falar pra ele amanhã...Hum, a gente pode começar a ver o filme. Tô meio cansado. – Disse ele bocejando.

Meia hora depois.

- É melhor eu ir, amor. Mal tô conseguindo ver o filme de tanto sono...– Disse, mais uma vez, bocejando.
- Tá bom, amor. Boa noite pra você.
- Pra ti também! – Bocejou novamente.
- Caramba, Fernando, tô até preocupada com esse seu sono. Vai com cuidado, ok.
- Tá bem. Tchau, amor.
- Tchau.
- Alô, cumpadi? Tô saindo da casa da Carol agora. Vai comprando a cerva pra gente não perder tempo!
- Compro uma ou duas caixinhas de Skol?
- Duas, porque esta madrugada promete muito! Hehehehe.
- Hehehehe. Beleza!

Algumas horas e muitas cervejas depois.

- Se eu soubesse que iria me dar mal desse jeito, teria ficado na casa da Paula. – Disse ele com a voz meio fanha.
- Rá! Olha pra isso! Deixa de ser cuzão, Gustavo, seu bêbado! Pô, cumpadi, vai dizer que não valeu nem pela cerveja? – Disse ele, também com a voz embriagada.
- Valeria mais ainda se eu não tivesse perdido o prêmio!
- Hahahaha...Grande coisa! Dividi o prêmio contigo! E foi por diferença de quantas mesmo? Umas quatro, cinco?
- Quatro, cinco? Caralho, Fernando! Que exagero!
- Exagero ou não, eu ganhei!
- Tá bom, Fernando, tá bom! Quero ver semana que vem!
- Ok! Semana que vem tem de novo, então!
- A gente só precisa inventar uma desculpa melhor pras meninas....
- É mesmo! Essa desculpa esfarrapada de hoje não cola mais!
- E, rapá, cê tá doido! Não gosto nem de imaginar se a Paula e a Carol imaginam uma coisa dessas. Acho que elas até perdoariam a gente se nos vissem com outra mulher...Agora, seria traumatizante pras elas descobrir que as trocamos, numa sexta-feira, pela Segunda Copa Skol de Futebol de Play Station, valendo duas dúzias de cervejas.

23.11.07

PECADO CAPITAL

categorias: Crônicas

Se existe algo que chama minha atenção e me deixa feliz como publicitário e consumidor é o estabelecimento na qual vejo o esmero que os donos tiveram nos mínimos detalhes. Não importa se é uma pequena lanchonete, um salão de beleza ou motel, se há uma comunicação visual, um padrão legal, eu fico feito bobo.

Acontece que, para se ter bom gosto e deixar seu ramo de serviços, com uma cara bonita, não precisa ser uma multinacional. É preciso apenas que os donos tenham visão empreendedora e arrisquem no potencial do seu negócio. O chamado e já piégas, diferencial do serviço.

Pois bem. Esses dias me falaram muito bem de um local que eu iria gostar muito, um barzinho que ficava na Asa Sul. Melhor ainda, usarei a palavra da moda, um bistrô. Ou boteco em intelectualês. Mas este adjetivo, como sempre, foi um dos meus pré-conceitos até conhecer o local.

Chegando à quatrocentos e doze sul, fiquei surpreso com a pintura vermelha de detalhes amarelo da fachada deste complexo cultural, gastronômico e de entretenimento chamado Rayuela. Eu o chamo assim desde que estive lá, porque de um lado fica o Rayuela, que é, digamos, mais parecido com um barzinho, cujo subsolo abriga uma espécie de taberna/pub para shows de bandas independentes. E do outro é o Rayuela que diz a definição do dicionário para bistrô: um restaurante pequeno e simples, mas aconchegante. Neste tem um bom café, livraria e um local para se fazer festas no andar superior que se assemelha ao conforto da nossa própria casa, com sofás, pufes, tapetes e uma junkbox para tocar os cêdês disponíveis do acervo. E entre os dois ambientes, permeia o clima rômantico a luz de velas nas mesas.

Como eu disse alguns parágrafos atrás, quando estou em lugares que muito me apetecem como este, reparo os mínimos detalhes, começando pelo cardápio, que é um jornalzinho cultural recheado de matérias curiosas e interessantes, cujo, não raro, os freqüentadores acabam o levando para casa. Os pratos da casa são nomes de livros de diversos escritores famosos. Eu mesmo devorei A Hora da Estrela, da Clarice Lispector, e recomendo. Até os forradores, aqueles de papel que ficam entre a mesa e seu prato, são bem desenhados esteticamente e contém trechos de livros de grandes autores.

Honestamente, não parecia que eu estava em Brasília. Senti como se estivesse em um pedacinho qualquer da Espanha, até pela iluminação das velas das mesas, que fazia sombra das silhuetas na parede avermelhada do local. Uma perfeição de fotografia. Devia ter tirado uma foto, porque aí eu poderia dizer que, sei lá, consegui uma dessas promoções de companhia aérea e passei o feriado em Buenos Aires. Pode parecer besta, mas senti até um certo orgulho por estar no local.

Bom, você deve se perguntar se o Rayuela tem alguma coisa ruim, depois de ler este texto tão meloso sobre o local. E eu digo que tem. O Rayuela tem um defeito gigante: não é meu.

***


- Gente, já é o sétimo cliente que fala que veio aqui por conta de um texto num blog chamado Pilastra Fantasma, Espaço Fantasma, sei lá... – Comentou um das donas em tom preocupado.
- Mas isto é bom, não é? – Perguntou o gerente e continuou.
- Poderíamos até pagá-lo pra continuar a escrever! Seria uma boa estratégia de marketing pra gerar uma propaganda boca a boca!
- Não sei, não...– Disse a dona pensativa.
- Ué, por que não? – Retrucou o gerente.
- Se ele continuar falando tão bem assim, ao invés de pagar o tal carinha, irei comprar sal grosso. Muito sal grosso.

06.11.07

A PIOR ESTIRPE

categorias: Crônicas
Quando eu acho que já vi todo tipo de homem imbecil, me esqueço que ainda existe um espécime nada raro: o romântico canalha. Eu o chamo assim, porque, antes de um excelente calhorda, ele é um ótimo ator, pois interpreta o homem ideal que muita mulher sonha ou o príncipe encantado que algumas ainda acham que existe.

O romântico canalha em essência verdadeira é um machista que não manda flores, não puxa a cadeira, não se oferece para pagar a conta, não é honesto com os sentimentos alheios, enfim, não é cavalheiro. Todavia, contudo, entretanto, faz uso destes artifícios quando só quer uma coisa delas. Aliás, duas: comer e vazar. Mas antes disso, com seu jeito artisticamente atencioso, ele irá jurar que morre de amor e de saudades, vai conhecer os familiares e amigos, e se ainda assim, ele não conseguir o que quer, irá namorar a vítima, se assim podemos chamar. E quando o sexo enjoar, o que varia entre uma a três transas, ele some. Acaba o amor, finda a paixão.

Eu sempre gostei do filme Don Juan De Marco, de Francis Ford Coppola. Apesar do teor do filme ser um tanto machista, eu achava fantástico aquilo do Don Juan – vivido categoricamente pelo Johnny Depp – tratar a mulher como a coisa mais essencial e perfeita do mundo. A sinceridade do amor que dizia sentir era tanta que me perguntava às vezes se ele realmente não se apaixonava sempre por uma mulher diferente.

O romântico canalha se parece em algumas coisas com o personagem do filme, já que o preto no branco, são ambos falando do que não sentem verdadeiramente para levar uma mulher para cama. A discrepância é que, no filme, Don Juan roubava os corações, ele desfrutava aquele momento quando a mulher estava em seus braços como se fosse a única, a primeira e a última na qual ele até se mataria pelo amor sentido. Todas as mulheres, no fundo, no fundo, sabiam que, pelo menos naquele momento que estiveram com ele, elas foram únicas. Já o patife descrito, quer apenas destruir o coração, dizimar a alma. Ele jamais vai querer o amor de mulher alguma para si, simplesmente porque o romântico canalha é ligado ao superficial e material. Espalhar em alto e bom som e com orgulho a sacanagem feita com alguma mulher é divino a ele, pois precisa constantemente de se auto-afirmar. Ou seja, não é homem, porque homem que é homem, mesmo que sacaneie alguma mulher, não tira sarro, sente remorso. O que não deixa de ser também algo bem demagogo.

Não quero ser advogado de “tolinhas” que são iludidas, o que falo é apenas da existência de sujeitos que nos dias de hoje, podem conseguir sexo facilmente em qualquer balada ou com quaisquer cento e cinqüenta reais, mas ao invés disto, insistem em flautear uma gatinha, que, muito provavelmente após um trauma desses pode virar uma cachorrona.

Acho que fiz esta vasta introdução, para descrever minha indignação com minha raça por conta de um caso que fiquei sabendo tempos desses. Um romântico canalha, ou melhor, um filho da puta mesmo, se aproveitou da inocência e ingenuidade de uma garota de dezessete anos para seduzi-la. Ela se guardava para alguém especial, e achando ter encontrado este alguém, acreditou na história de cinema que o vigarista produziu, dirigiu e atuou. E para completar, arrematou a virgindade dela como Oscar de sua interpretação. O cara tinha quase trinta anos, transou com ela uma vez e desapareceu. E quer saber o pior? É que em conversas de boteco ainda escutei homens endossando a atitude com frases tais quais “Tá vendo? Um filho da puta mais cedo ou mais tarde iria foder com a vida dessa menina e fazer igual ele fez! Então, já que isto vai acontecer de todo jeito, que sejamos nós estes filhos da puta!”, e soltava uma gargalhada. Eu sei, eu sei, frase nojenta, apesar da sutileza cômica. Só que, é legal contar isto quando é com os outros, não é? Será que para a filha ou irmã, seria usado o mesmo discurso?

O problema é que imbecis assim, só existem justamente porque têm outros animais que aprovam tais condutas. Caralho, não canso de pensar qual a graça que um homem vê em tirar a virgindade de uma garota. Na minha opinião, tem que ser muito homem para desvirginar uma mulher. É coisa para quando tem sentimento envolvido de ambas as partes. Ou então, se a garota não se importar e está louca para se livrar do cabaço, perdoando a palavra tosca. Honestamente, fora essas ocasiões, qual a graça? Vai ser doloroso para ela, fatalmente você não vai fazer nem um terço do que faz com uma mulher experiente, vai brincar de cabra-cega (“Não, aí, não!”, “Mais pra lá!”, “Aqui, aqui, aqui!”) e se ela já gostava de você, irá armar um acampamento na porta de sua casa. Enfim, realmente não sei qual a graça. Sei que as virgens de hoje estão bem mais espertinhas, afinal as revistas, amigas e a liberação sexual contemporânea (putz, falei bonito agora!) as deixaram bem informadinhas. Mas mesmo assim, ainda duvido que alguma delas saiba fazer o sabonetinho ou conheça a técnica ninja do Halls preto.

A conseqüência de atitudes patifes como essas dos românticos canalhas, desencadeiam comportamentos femininos cada vez mais rebeldes, como já expliquei em Pé-de-Pano, além de deixar no ar as velhas frases que acirram sempre mais a guerra dos sexos, como “Homem não presta!”, “Homem é tudo igual!” etc etc. E por conta disso, algumas laranjas maduras levam má fama por conta das podres. Então, sugiro algo: se você for homem e discordar de atitudes trogloditas iguais as desses caras que enganam, comem e vazam, quando ouvir algum outro homem contar uma história dessas, não precisa discutir, apenas não sorria, continue sério, já que não é piada e não tem a mínima graça.

Agora, se você for mulher, por favor, faça um bem à humanidade: convide o carinha para sair. Daí, depois que vocês já estiverem altinhos, após o sétimo copo, quando estiver prestes a rolar um beijo, dê uma baita joelhada no sujeito, daquelas de aleijar mesmo. Depois você fala que foi a bebedeira. Se estou certo sobre a precisão, indignação e força feminina, este romântico canalha nunca mais poderá transar com ninguém. Pronto. Menos um imbecil no mundo.